quarta-feira, maio 10, 2006

 

À terra do sol nascente 2 de 2 ou 3

Quando entrei no avião percebi que tinha cometido talvez o erro mais estupido de toda minha vida até então. Não sei bem se foi um erro ou só um esquecimento totalmente imbecil.
O meu acento era na classe pobre, ou como se diz "politicamente-corretamente", economica. Tive um lapso mental, esquecendo que meço 210 cm.

Com menos de 37 segundos dentro do avião percebi que aquela seria a viagem mais longa da minha vida e que além disso a mesma duraria mais de 24 horas. Cada centimetro, cada segundo, seriam totalmente proporcional a PG da minha altura X o quadrado dos sengundos (do tempo de viagem) X o cubo da minha burrice..

...

Após o choque inicial, ou seja, após os 37 segundos iniciais comecei a me ambientar... percebi que, já que o sofrimento era inevitável, poderia ao menos torna-lo o mais "agradável" possível.
logo, o seguinte brilhante pensamento me ocorreu, "Bebida. Cade o carrinho de bebida!!!???"
Antes mesmo da decolagem já havia recebido vários olhares de cahorro-sem-dono-na-chuva à minha pessoal.

A algumas milhas de altura e poucos centimetros do meu mais novo amigo, Label. Red Label...
já tinha me acostumado com a ideia de que ia chegar em Tokyo em vários pedaços e mais bêbado que alcolatra acidentalmente trancado dentro da fabrica de Wisky, eis que o impossível acontece (de novo)...

Fui convidado por intermédio de uma aeromoça, gostosinha por sinal, a comparecer a primeira classe.
Entrigado, peguei meu amigo Label e fui.
Ao chegar na ala nobre da avião, fui apresentado a uma Morena muito muito gostosíssima demais.

(Nessas horas que agradeço ao "Todo poderoso Crossing-over" por ter me feito relativamente um individuo alto, graças a minha altura, sempre olho pra baixo tornando impossível saber se estou olhando para "seus" peitos ou simplismente pra vc.)

Esta (a morena muito muito gotosíssima demais) disse que o assento ao seu lado estava vazio e gostaria de saber se eu aceitaria o convite de faze-la compania durante o voo.
Com os dois olhos no peixe e o ouvido na gata aceitei o convite e sentei-me ao lado da bela.

Incrível.

O que tinha tudo pra ser uma viagem pior que filme B japones, tornára-se uma viagem inesquecivel.

...

Ao longo da viagem, mediante a flerte de ambas as partes, conversa foi, conversa veio. Junto com ela, várias taças de vinho.
Miss Tiffany Anne Jones disse que estava indo a Tóquio a trabalho... blá blá blá...
Enquanto "Tiff" falava, tudo que conseguia ouvir era blá blá blá com alguns intervalos de lucidez.
Era pedir demais do meu cérebro. Pois quem ou o que consegue resistir a mulher bonita e vinho?
Nem E.T. (eu te digo)

Para a minha alegria, pude perceber que o mesmo acontecia com "Tiff" enquanto falava.
Após outras várias taças de vinho, já não havia mais espaço ou coordenação para flertes e nem como evitar o inevitavel.

Nos beijamos da maneira mais bela e respeitosa, (como um casal de adolescentes bêbados com tesão) que o alcool nos permitiu.
Como todo adolescente, ou simplismente todo homem do sexo masculino vivo no planeta Terra, queria, por que queria, jantar ali mesmo. Mas Tiff pedia mil desculpas, a cada pausa por oxigênio, dizendo que não podia. Infelizmente não podia. Sussurando ao meu ouvido.

...

Então depois de muito rala e rola, bastante vinho, uns beijinhos aqui, outros acolá.
Aterrissamos em Tóquio.
Na despedida Tiff me deu seu cartão e me disse que se precisasse de alguma assistência na Terra do sol nascente ou qualquer coisa do genero, que ligasse pra ela.

Ao pegar o cartão percebi que o nome impresso em tal era "Chasey Lain". Confuso olhei pra Tiff, que com um sorriso respondeu,
"Meu nome artístico. Mas peça pra falar com Tiff ou Tiffany Jones"
Sem entender, fiz que "sim" com a cabeça pequei o cartão e fui dar meus primeiros passos na terra do Saque.

Comments:
Hahaha.
 
Chasey Lain... que gostosa.
 
Postar um comentário



<< Home

This page is powered by Blogger. Isn't yours?




super annuation
super annuation Counter