quarta-feira, fevereiro 15, 2006

 

Lindo. Eu e Havaí

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Nado desde criança, graças a bronquite e recomendação médica. Quando moleque detestava nadar no inverno. Água fria, ninguém na piscina, só eu e o professor. É claro que isso foi antes da brilhante invenção do aquecimento de piscinas, afinal não se pode vencer sempre.

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Pois é, essa lembrança me veio a cabeça enquanto estava arrumando algumas coisas lá em casa... de repente encontrei a mesma mala que usei na minha primeira viagem ao Havaí. Comecei a relembrar como foi maravilhosa a minha primeira passagem pelo arquipelago Havaiano.

Estava quase terminando a minha primeira faculdade, de férias e com algum dinheiro no bolso. Tinha uma namorada, muito linda por sinal, que nunca tinha ido ao Havai e que viu no fato de estarmos de férias a oportunidade perfeita para viajarmos.

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Peguei parte do dinheiro que tinha ganho como modelo fotográfico, naquelas férias mesmo, comprei duas passagens, na classe econômica mas esse "problema" foi rapidamente resolvido...
Enquanto esperávamos para embarcar, minha namorada não pode deixar de perceber os constantes olhares de soslaio da atendente em minha direção. Ela então me convenceu a encenar uma briga, por outra razão qualquer, e usar o meu charme e sensualidade para conseguir um upgrade dos "pobres" para a "classe média" do avião.
Devidamente upgradiado e com um número de telefone no bolso, e sem causar desconfiança da minha gata nem por um segundo, embarcamos.

(Ha!)

Passamos parte do vôo conversando com uma senhora muito simpática que não cansava de repetir que nós éramos o casal mais lindo que ela já tinha visto em toda sua vida...
(o que não duvido que seja verdade)

... conversa vai, conversa vem, a velinha pergunta se já temos lugar onde ficar na ilha. Eis que por obra do acaso, esta mesma velhinha simpática é dona de um Hotel e faz questão que fiquemos hospedados lá.
Meio sem graça, tento explicar que somos estudantes e que todo o dinheiro que temos foi fruto de algumas sessões de fotos (de ambos) e que não seriamos capazes de tal "luxo". Afinal prentendíamos passar algum tempo no Havaí.
Foi então que a Velhinha fez uma oferta "insuportável".
Disse que pagaríamos o exato valor que iríamos pagar a uma pousada ou camping e que o resto seria por sua conta, ou seja, por conta da casa. Afinal isso era o mínimo que poderia fazer por um casal tão belo.
(obs necessária - Não é atoa que adoro ser lindo)

Mas enfim... vou tentar resumir essa história antes que fique muito longa.

Passamos um período maravilhoso no Havai.
O que era pra ser um mês virou três.
Conseguimos alguns trabalhos fotográficos; aprendemos a mergulhar; Conheci o Ironman; consegui um trabalho muito legal como "camera man" de um então cinestra desconhecido, Jack Johnson, que fazia seu primeiro filme de surf.

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Podemos dizer então que a minha temporada no Havaí foi perfeita, certo?
Errado.

Tudo bem, que o lugar é maravilhoso...
...aprendi a mergulhar...
...foi dali que começou a minha curiosidade por tubarões...
...fiz amizade com Jaca (para vcs mortais, Jack Johnson)...
etc.

Mas tb foi lá onde perdi meu lindo amor... para um sheik árabe, que a seduziu com diamantes e poços de petróleo...

Resumo do Havaí... queimado de praia, voltei com mais dinheiro do que fui, com várias histórias pra contar, com um amigo novo no histórico, com o tema da minha monografia resolvido (Tubarões) e solo, na pista, solteiro.

Mas o acaso, mais uma vez, fez questão de me ajudar.

Não é que estava vestindo a mesma bermuda que vesti no dia do embarque quando voltei ao Rio. E que em seu bolso ainda estava o número da atendente.

H@!
O acaso é meu amigo rapa. Se liga.

Comments:
Quem diria...
vc nem sempre tem um Happy ending
 
Tudo bem que voto fantasma nao conta,
mas adoro vir a feira.
Frank says hi.
 
num entendi
 
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